O Sabão de Hortelã que Queria Ser Gelado
O Sabão de Hortelã que Queria Ser Gelado
Este sabão nasceu verdinho, com um cheiro tão fresco que fazia até os outros sabões espirrarem. “Brrr… lá vem o glaciar mentolado”, resmungava o sabão de canela. Mas o sabão de hortelã não se importava. Pelo contrário — adorava sentir-se poderoso, como uma brisa do Ártico.
Só que ele não queria limpar mãos, nem perfumar gavetas. O sonho dele era ser… um gelado de menta. Sim, com pepitas de chocolate e tudo!
— “Sabes o que é que as pessoas fazem quando vêem um gelado? Sorriem! Tu já viste alguém sorrir para um sabonete antes de o esfregar na axila? Pois.”, dizia ele aos colegas indignados.
Então começou a treinar: ficava imóvel para parecer um gelado. Deixava-se ficar ao sol para “derreter com elegância”. Uma vez até se enfiou numa taça de vidro e gritou:
— “Sirvam-me com uma colher e um topping de chocolate, se faz favor!”
A Teresa encontrou-o colado ao fundo da taça, todo escorregadio e cheio de glitter dos wax melts.
— “Credo! O que é isto? Um sundae esotérico?!”
Apesar da confusão, foi parar a uma feira local onde uma senhora comentou:
— “Este cheira mesmo a gelado. Que frescura deliciosa!”
E comprou-o sem hesitar.
Desde então, ele anda por aí, convencido de que é o primeiro sabão-gelado da história. Os outros que se cuidem — ele já anda a recrutar o sabão de lima para abrir uma sorveteria clandestina na caixa dos produtos prontos.

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